A competitividade das cidades está a assumir um papel cada vez mais determinante na atração de investimento, talento e atividade económica. O estudo The Cities Shaping the Future, desenvolvido pelo Oliver Wyman Forum, analisa 1.500 cidades responsáveis por mais de 75% do PIB mundial e identifica os fatores que irão definir a capacidade competitiva dos principais centros urbanos ao longo da próxima década. Entre as cidades analisadas, Lisboa integra a categoria Global Challengers, enquanto o Porto é classificado como Specialized Leader, refletindo diferentes perfis de desenvolvimento e potencial de crescimento.
Quatro dimensões para avaliar a competitividade urbana
Lisboa evidencia um posicionamento sólido nas dimensões de dinamismo comercial, conectividade e tecnologia, enquanto o Porto se destaca pelo desempenho superior na componente ambiental.
Os diferentes índices permitem analisar fatores como a concentração de sedes empresariais, a presença de multinacionais, a dimensão do mercado, as ligações aéreas, marítimas e rodoviárias, o desenvolvimento dos ecossistemas tecnológicos e a capacidade de adaptação às alterações climáticas, oferecendo uma visão abrangente da competitividade urbana.
As tendências que irão transformar as cidades
Com base na análise realizada, o relatório identifica cinco tendências que irão marcar a evolução das cidades nos próximos anos. As grandes áreas metropolitanas continuam a reforçar a sua posição através da concentração de investimento e atividade económica, enquanto novos polos urbanos na Ásia e no Médio Oriente ganham relevância.
Em paralelo, as cidades de média dimensão aumentam a sua atratividade ao conjugarem custos mais competitivos, novas oportunidades industriais e melhor acesso à habitação. Ao mesmo tempo, a inovação, a capacidade de atrair talento qualificado e a preparação para responder aos desafios das alterações climáticas tornam-se fatores cada vez mais decisivos para o crescimento económico sustentável.
Competitividade urbana como fator estratégico
O relatório conclui que as cidades mais competitivas serão aquelas capazes de combinar robustez económica, inovação, conectividade, resiliência climática e atração de talento. Para as empresas, esta realidade reforça a importância de desenvolver uma presença geográfica diversificada, combinando grandes centros urbanos com cidades emergentes. Para os decisores públicos, a capacidade de captar investimento dependerá cada vez mais da criação de ecossistemas competitivos sustentados pela tecnologia, pela inovação e pela adaptação às alterações climáticas. Neste contexto, Lisboa e Porto surgem entre as cidades com potencial para reforçar o seu posicionamento competitivo na próxima década.
Para obter mais informações sobre o estudo completo que sustenta este artigo, por favor contacte a equipa de marketing de Espanha e Portugal: OWIberiaReport@oliverwyman.com